Os benefícios do peeling químico, por Vanusa Karini Savighago

Públicado em 25/09/2017
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Viver com saúde e boa forma é uma das preocupações que perpassa todos os segmentos da sociedade, principalmente do público feminino. As diversas ações de fatores externos como sol, frio e estresse favorecem o aparecimento de sinais de envelhecimento precoce, o que muitas vezes evidenciam uma idade biológica que não condiz com a realidade do indivíduo. Com o avanço tecnológico, as técnicas de rejuvenescimento vêm se aperfeiçoando, despertando cada vez mais o interesse das pessoas nessa modalidade de tratamento, o que faz aumentar a concorrência no mercado dermatológico, dessa forma proporcionando condições satisfatórias para prevenir e retardar danos à pele, utilizando produtos indispensáveis na busca pela beleza (BATISTELA; CHORILLI; LEONARDI, 2007).

Entre os tratamentos estéticos faciais, os peelings químicos são os procedimentos mais utilizados em consultórios e clínicas de estética, devido ao seu fácil acesso e resultados satisfatórios no tratamento para melhorar a aparência da pele (RUBIN; DOVER; ALAM, 2007).

O termo peeling deriva do inglês to peel, que significa descamar, entendido como um procedimento destinado a produzir renovação celular da epiderme (BORGES, 2006). Os peelings químicos, também chamados de resurfacing químico, ou quimioesfoliação, são procedimentos nos quais se aplica na pele um ou mais agentes cáusticos, produzindo uma destruição controlada da epiderme que resultará no estímulo da renovação celular a partir da camada basal, seguido da reação inflamatória tecidual que leva aos mediadores inflamatórios, provocando a síntese de colágeno e finalmente a reparação tecidual, tendo o objetivo de melhorar o aspecto cutâneo (PIMENTEL, 2008;VELASCO et al., 2004).

Para que os peelings químicos possuam o seu efeito no estímulo da renovação celular, utiliza-se princípios ativos com característica ácida. Destacam-se os alfa-hidroxiácidos (AHAs: ácido glicólico, ácido mandélico, ácido lático, ácido cítrico, ácido tartárico), o grupo dos beta-hidroxiácidos (ácido salicílico) e ainda os poli-hidroxiácidos (glucolactona, ácido lactobiônico) (GOMES, 2009). Os peelings têm indicações diferenciadas para cada tipo de pele. Para a aplicação é realizada a avaliação do paciente de forma criteriosa, compreendendo idade, fototipo, área a tratar, grau de fotoenvelhecimento e objetivos a alcançar. A profundidade de ação dos peelings químicos depende de alguns fatores como pH e concentração do produto a ser aplicado. É classificado em superficial, médio e profundo (VELASCO et al.,2004). O peeling superficial é epidérmico, não apresentando riscos e complicações. Utilizam-se como substâncias ativas os AHAs, beta-hidroxiácidos, ácido tricloroacético (TCA ou ATA), resorcinol, ácido azelaico, solução de Jessner, dióxido de carbono (CO2) sólido e tretinoína. Pode ser utilizado em todos os tipos de pele, sendo considerado suave porque provoca apenas uma fina descamação na pele, deixando-a um pouco avermelhada, repuxada e com leve ardor (ZANINI, 2007; VELASCO et al., 2004).

Indicado para retirada de manchas superficiais, redução da aspereza, melhora da pele sem brilho, descamativa ou seca, o peeling 22 melhora a textura da pele, a queratose actínica e atenuação de rugas finas (LIMA, 2011; SAPIJASKO, 2011).

 

Vanusa Karini Savighago
Graduada em Biomedicina pela Faculdade Campo Real
Especialista em Biomedicina Estética pelo NEPUGA

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