Pilates e flexibilidade, por Alana Tâmisa Leonel

Públicado em 27/06/2017
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Prof. Esp. Alana Tâmisa Leonel
Graduada em Fisioterapia pela Faculdade Guairacá
Especialista em Terapia Manual e Postural pelo Centro de Ensino Superior de Maringá (CESUMAR)
Especialista em Neurologia com Ênfase em Pediatria pelo Instituto Brasileiro de Therapias e Ensino (IBRATE)
Mestranda em Ensino nas Ciências da Saúde pelas Faculdades Pequeno Príncipe

 

A palavra flexibilidade é derivada do latim flectere ou flexibilis, que significa “curvar-se”, sendo indispensável para a realização das tarefas da vida diária como, por exemplo, abaixar para pegar algo no chão, amarrar os sapatos, pentear-se, banhar-se, entre outras. Ela é definida pela capacidade de realizar um movimento através de uma imensa amplitude de movimentos disponível para determinada articulação ou grupo de articulações (FREITAS et. al., 2013).

A definição mais simples para flexibilidade talvez seja a amplitude de movimento disponível em uma articulação ou grupo de articulações, que pode ser limitada por ossos, músculos, tendões, ligamentos e cápsulas articulares (BERTOLLA, et, al, 2007). Alter (1988) definiu a flexibilidade como a qualidade física responsável pela amplitude de movimento disponível em uma articulação ou em um conjunto de articulações, mas também, como a capacidade da unidade musculotendínea de alongar-se enquanto um segmento corporal ou articulação se move através da amplitude de movimento livre de dor e restrições.

A flexibilidade depende de vários fatores como, por exemplo, herança genética, sexo, idade, volume muscular e adiposo, além dos fatores externos como treinamento e temperatura ambiente. Essa capacidade de alongar-se vai diminuindo com a idade, principalmente durante a adolescência, e é acentuada no sexo masculino. Acredita-se que até os 17 anos a flexibilidade possa ser recuperada e melhorada por programas de treinamento adequados. Após essa idade, tanto para meninos quanto para meninas, essa capacidade tende a reduzir progressivamente (BERTOLLA, et, al, 2007).

Existem vários programas de treinamento para melhora da flexibilidade, mas o que está em maior destaque nos dias de hoje é o método Pilates, que recebeu esse nome por fazer referência a seu criador, Joseph Pilates (1880-1967). Os primeiros praticantes do método foram em sua maioria dançarinos e atletas, porém, nos últimos anos, o Pilates se tornou um método muito popular na reabilitação e no fitness.

img38O treinamento de Pilates pretende melhorar a flexibilidade geral do corpo e busca a saúde através do fortalecimento do “centro de força” (grupos musculares responsáveis por estabilizar o corpo), a melhora da postura e da coordenação aliada aos movimentos realizados (CHANG, 2000).

Os exercícios de alongamento e flexibilidade proporcionam músculos mais flexíveis, além de melhorar a circulação, a postura, a redução das dores e desconforto. Ainda melhora na coordenação, no equilíbrio e alivia o estresse, pois este tipo de exercício proporciona relaxamento, pela associação da concentração e respiração durante os exercícios.

O pilates pode ser praticado no solo, com auxílio de acessórios, com aparelhos próprios criados pelo mentor do método Joseph Pilates e em novas modalidades de suspensão.

 

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