Developer Experience (DX), por Claudinei Machado

Públicado em 04/06/2018
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Claudinei

No contexto das tecnologias, mais precisamente em seu desenvolvimento, a experiência de uso é tema mandatório quando se trata de um produto cujas características principais envolvem interação com o usuário. Para isso, temos a UX (User Experience – Experiência do Usuário), um termo/disciplina que fornece boa parte da base de avaliações comportamentais e princípios necessários para o desenvolvimento de interfaces que transmitam ao usuário o sentido de suas funcionalidades da melhor forma possível.

DX (Developer Experience – Experiência do Desenvolvedor) é um conjunto de técnicas – muitas delas adaptadas da própria UX – e culturas de desenvolvimento e gestão que combinadas favorecem a experiência do desenvolvedor.

 

Mas por que o investimento em DX?

Embora não seja exclusividade, a DX teve seu ápice de atenção com o surgimento e expansão do uso de APIs (Application Programming Interface – Interface de Programação de Aplicativos), não apenas pela presença da palavra “Interface” no termo, mas principalmente pelo conjunto de relações que envolvem a interação, agora do desenvolvedor com a aplicação.

Se é importante para o usuário final que a interface de uma aplicação transmita da melhor forma possível o real sentido de suas funcionalidades, porque não seria para quem desenvolve, que os recursos tecnológicos com os quais é necessário interagir, transmitam de maneira clara as informações que permeiam o processo?

Developer Experience

Fonte: https://nordicapis.com

Logicamente que, assim como ocorre em um processo da melhoria da experiência de usuário, a construção de uma “persona” – representação típica – de um desenvolvedor que poderá eventualmente consumir uma API fornecida, não fica atrás quando se trata do grau de dedicação e esforço empregado pelos envolvidos. Contudo, este é um esforço que vale o investimento. Recursos bem desenvolvidos, documentações objetivas, tratamento de erros personalizados e com informações claras, fornecem ao desenvolvedor o amparo necessário para uma utilização satisfatória, além de contribuir com a produtividade e aumentar a qualidade do produto final.

Para quem atua no desenvolvimento de soluções tecnológicas, a DX deve (se ainda não) fazer parte do pacote de melhorias com uma pontuação de peso igual ou superior a outros itens que compõem o fornecimento de soluções de qualidade. Por se tratar de um processo que pode ser evoluído com o tempo e a experiência adquirida, uma dica é seguir alguns pontos citados por Elton Mineto, sócio da Coderockr e autor livros sobre desenvolvimento e tecnologia, em seu artigo Surge o DX – Developer Experience. Entre eles estão: a utilização de testes durante o desenvolvimento, a automação de processos considerados repetitivos e o incentivo na participação de projetos open source.

Vale lembrar também que a DX não engloba somente elementos voltados aos recursos de APIs, sendo assim, a adoção desta pode abranger diversos pontos que vão desde uma adaptação no processo de desenvolvimento até a alteração da cultura de equipe ou da empresa. Um incentivo para isso é considerar por um lado a alta demanda por aplicações cada vez mais robustas e bem estruturadas, e por outro, o ganho de experiência e competitividade sendo reforçado por mais um pilar consistente e que beneficia de ponta a ponta os envolvidos.

 

Claudinei José Machado
Graduado em Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas pela Faculdade de Guairacá
Especialista em Tecnologias para o Desenvolvimento de Aplicações Web pela Universidade do Norte do Paraná

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