Sobre filosofia e suas contribuições para a vida cotidiana, por Wilian Bonete

Públicado em 23/02/2018
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Filosofia

Wilian Junior Bonete
Graduado em História pela Universidade Estadual do Centro-Oeste
Mestre em História Social pela Universidade Estadual de Londrina
Doutorando em História pela Universidade Federal de Mato Grosso
Professor do Colegiado de Pedagogia da Faculdade Guairacá
Professor do Colégio Guairacá nas disciplinas de Filosofia e Sociologia

É muito comum, na sociedade atual, as pessoas não conseguirem perceber a importância do estudo da filosofia.  Isso ocorre por diversos fatores, e dentre eles, podemos destacar o seguinte: as pessoas não conseguem ver um sentido prático na disciplina e acham que ela trata de temas abstratos demais e que nada tem a ver com a vida cotidiana.

Mas, do que afinal, a filosofia se ocupa? Qual a importância das ideias filosóficas para o ser humano? Em que sentido a filosofia pode ajudar no desenvolvimento do nosso pensamento?

A palavra filosofia é proveniente do grego e significa literalmente “amor pela sabedoria” (philo: amor; sophia: sabedoria). Desde a sua constituição, no século VII a. C., filósofos como Sócrates, Platão, Aristóteles, e os mais modernos, como Rousseau ou Kant, procuraram responder aos diversos questionamentos da humanidade, buscando sempre a sabedoria.

Através da filosofia, aprendemos a identificar e a pensar com cuidado sobre as nossas mais simples ideias e teorias, bem como, a examinar, sob diferentes perspectivas, o que está por trás de nossas preocupações cotidianas, os sistemas e as estruturas que sustentam o nosso pensamento (dos quais às vezes não percebemos) e nos permite fazer diferentes leituras e interpretações sobre o mundo (BONJOUR, BAKER, 2010).

É necessário olhar para além daquilo que nos parece óbvio, do senso comum, do pronto, do determinado. É preciso que não aceitemos fatos e verdades como sendo absolutos ou naturais. É fundamental que todo ser humano empreenda reflexões sobre as crenças, os valores, as teorias, os argumentos e os múltiplos comportamentos presentes na sociedade (CHAUÍ, 2000).

É nesse ponto que a filosofia entra em cena. Ela começa sempre negando as nossas crenças e o senso comum e conduz à ideia de que não sabemos o que imaginávamos saber. É esse o sentido da afirmação do filósofo grego Sócrates: “sei que nada sei”. Para Platão, a filosofia começa com a admiração. Para Aristóteles, a filosofia começa com o espanto.

Assim, a filosofia permite ao ser humano ter mais de uma dimensão interpretativa do tempo, além daquela que lhe é dada pelo imediato. Permite o distanciamento para a avaliação dos atos humanos e dos fins a que eles se destinam, impede a estagnação e permite a compreensão de que é necessário agir e não apenas estar, de maneira inerte, no mundo.

Então, bora estudar filosofia?!

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