Acontece na UniGuairacá
Acadêmicos de Medicina da UniGuairacá participam do 3º Congresso Médico Universitário da Unicentro
Os trabalhos desenvolvidos pelos abordaram temas ligados à artrite reumatoide, obesidade, dengue e HIV/AIDS, reforçando a importância da pesquisa científica na formação médica.
Por: Viviane Moreira
- 19/05/2026 15h36
Os estudantes de Medicina da UniGuairacá Centro Universitário participaram, nos dias 15 e 16 de maio, do 3º Congresso Médico Universitário do Centro-Oeste do Paraná (Comucop), promovido pelo Centro Acadêmico Marco Antonio Zago (Camaz), do curso de Medicina da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro). O evento teve foco em urgência e emergência e reuniu acadêmicos, professores e profissionais da área da saúde para palestras, workshops, apresentações científicas, debates e troca de experiências voltadas à pesquisa médica.
Os trabalhos com melhores avaliações seguiram para a avaliação oral. Na UniGuairacá, três pesquisas participaram da apresentação. Uma delas é “Estratificação clínica para rastreamento precoce da doença pulmonar intersticial na artrite reumatoide”, desenvolvido pelos acadêmicos Juliana Cadore, Tamiris Sanson, Michele Thieme, Hugo José, Adelita França, Ariel Casemiro e Gabrielly Bini. A pesquisa surgiu a partir da demanda de identificar precocemente pacientes com artrite reumatoide com maior risco de desenvolver comprometimento pulmonar intersticial. “Participar de um congresso como esse representa uma experiência extremamente importante e enriquecedora. Além de ser uma oportunidade de compartilhar conhecimento científico, também é um momento de crescimento acadêmico, troca de experiências e desenvolvimento profissional”, destaca Juliana.
Outro trabalho apresentado foi “Agonistas GLP-1 e proteção cardiovascular em obesos sem diabetes: uma revisão integrativa”, da acadêmica Gabriela Consalter, orientado pela Profª Luciana Erzinger. O estudo analisou artigos científicos recentes sobre os efeitos cardiovasculares dos agonistas GLP-1 em pacientes obesos sem diabetes, buscando compreender tanto os mecanismos metabólicos quanto os impactos clínicos e terapêuticos da medicação. “Poder apresentar um trabalho em um congresso amplia nossa visão científica, fortalece a troca de conhecimento e também representa reconhecimento pelo esforço dedicado à pesquisa”, afirma Gabriela.
E ainda, “Influência das variáveis climáticas na dinâmica da dengue em Guarapuava, Paraná”, do acadêmico Lucas Dal Santo, também sob orientação da Profª Luciana Erzinger. “Para mim, participar de um evento como esse representa uma sensação de trabalho concluído e de valorização do esforço feito durante a produção do artigo. Também é uma oportunidade muito importante de aprendizado, troca de experiências e contato com outros trabalhos da área médica”, ressalta Lucas.
O congresso também contou apresentação de banners dos trabalhos “Tempo é cérebro: impacto do atendimento precoce no prognóstico do acidente vascular cerebral isquêmico”, de Nayara Madureira e Ana Cláudia Livinski; “Manifestações cutâneas como marcadores precoces de doenças sistêmicas: o valor da inspeção cutânea no reconhecimento de doenças sistêmicas”, de Juliana Cadore, Tamiris Sanson, Michele Thieme, Hugo José, Adelita França, Ariel Casemiro e Gabrielly Bini, orientados pela Profª Drielle Strugal; e “HIV/AIDS em idosos: invisibilidade epidemiológica e desafios para a promoção da saúde no Paraná”, de Isabella Leal Campos, Gabriela Recofka, Izabella da Silva Souza e Alice Lima Rodrigues de Faria, com a Profª Talita Bischof.
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De acordo com Talita, a orientação do estudo foi uma experiência enriquecedora tanto no âmbito acadêmico quanto humano. “A construção do estudo possibilitou estimular o pensamento crítico, a busca por evidências científicas e a reflexão sobre uma temática ainda pouco discutida, mas de grande relevância para a saúde pública”, ressalta a docente.
A orientadora também destacou a importância da participação no congresso para a formação médica dos estudantes. “Eventos científicos como o 3º Comucop proporcionam troca de conhecimentos, incentivo à pesquisa e desenvolvimento profissional, aproximando os estudantes da produção científica e da prática baseada em evidências”, completa.
Para os estudantes, a participação neste evento marca um passo importante na carreira, onde estão buscando cada vez mais conhecimento técnico e científico. “Congressos permitem ampliar o conhecimento além da sala de aula, desenvolver o olhar científico e ter contato com temas atuais da medicina. No âmbito pessoal, é uma experiência que motiva e mostra que estamos evoluindo na graduação. No âmbito profissional, contribui para a construção de currículo, para o desenvolvimento da comunicação científica e para uma formação médica mais completa e crítica”, ressalta Lucas Dal Santo. “É um grande privilégio poder participar de um evento acadêmico tão cedo na faculdade. O ponto principal (tanto profissional quanto pessoal) de poder participar de qualquer evento médico para e mim e para a minha equipe é ter a oportunidade de adquirir mais conhecimento, de ter contato com as experiências de médicos e poder aprender com elas para no futuro podermos praticar a medicina da melhor forma possível para os nossos futuros pacientes”, finaliza Isabella Leal.
Por Maria Eduarda Melo, com supervisão de Viviane Moreira.













